Saúde

16 de Abril de 2019 - 19:04

Em assembleia trabalhadores do SAMU decidem pela continuação da paralisação

Trabalhadores do SAMU rejeitam proposta do governo e seguem com a paralisação de 72 horas

Os trabalhadores do SAMU iniciaram às 7 horas da manhã desta terça-feira, 16 de abril, uma nova paralisação, dessa vez de 72 horas, contra o desmonte que o governo Bruno Covas, está promovendo no atendimento desse serviço na cidade de São Paulo.

 

Como parte das atividades, os trabalhadores foram para a Câmara Municipal no inicio da tarde para participar do Colégio de Líderes e pedir o apoio aos vereadores para tentar barrar a portaria 190/19, que promove a reestruturação do SAMU que na realidade é um verdadeiro desmonte.

 

Após a reunião, os vereadores presentes conversaram com os trabalhadores e disseram que intermediarão, por meio da Comissão de Saúde e dos vereadores líderes das bancadas, para que o secretário de saúde e o prefeito negociem com os trabalhadores uma solução que atenda a população com qualidade e garanta as condições de trabalho.

 

Em seguida os trabalhadores seguiram em caminhada até a Rua da Quitanda, para realizar uma assembleia e debater as propostas feitas pelo governo em mesa de negociação realizada na tarde desta segunda-feira, 15 de abril.

 

Na assembleia foi lido a proposta feita pelo governo de composição de uma comissão para rever o processo de mudanças, levada a cabo pela portaria 190/19. A proposta foi rejeitada por unanimidade por ser considerada muito vaga e imprecisa quanto às soluções que deveria garantir por meio de uma comissão. Por isso, os trabalhadores decidiram por apresentar uma contraproposta mais concreta de composição, representação, prazos, métodos e atribuições da comissão, a ser publicada em portaria. O Comando de paralisação permaneceu após a assembleia para detalhar a proposta e encaminhá-la ao governo, quando então será divulgada em detalhes pelo Sindsep.     

 

Não havendo acordo com a proposta inicial do governo, os trabalhadores decidiram pela continuidade da paralisação de 72 horas e montaram um calendário de atividades para os dois dias restantes. Nesta quarta estarão na Câmara Municipal, às 13 horas para participar da reunião da Comissão de Saúde e pressionar os vereadores para que ajudem na luta contra o desmonte da Portaria 190/19.