Saúde

14 de Junho de 2021 - 15:06

HSPM | Reabertura do serviço de nutrição é fake news da gestão Nunes

Cozinha e refeitório do HSPM reformados seguem com velhos problemas na estrutura, acabamento de péssima qualidade e comida ruim, relatam trabalhadores.

Em 2017, a situação do refeitório e cozinha do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM) foi alvo de vistoria dos vereadores que compunham a Comissão de Saúde da Câmara Municipal, dada a complexa situação do Setor de Nutrição e Dietética (SND) que demandava há mais de duas décadas uma reforma. Na ocasião, o setor, que oferecia cerca de 3000 refeições diárias para pacientes e trabalhadores, tinha equipamentos velhos, muitos insetos, condições de trabalho insalubres e concentrava os maiores índices de adoecimento do hospital. À época, a vistoria provocada pela direção do Sindsep, garantiu a sensibilização dos vereadores e convencimento do relator do orçamento, então vereador Ricardo Nunes -- hoje prefeito do município --, a incluir a destinação de investimento necessário no orçamento de 2018 para reforma do espaço e compra de equipamentos. Mas, a novela não tem um final feliz.

 
Outros problemas seguem antes, durante e após a reforma do SND entregue em 12 de maio deste ano, apesar do Sindsep ter acompanhado passo a passo a execução da obra, apontado os problemas à Superintendência e denunciado ao MP. Da falta de transparência em contratos à precarização imposta aos trabalhadores da obra, das condições inseguras para trabalhadores e população atendida à baixíssima qualidade da reforma que poderá resultar em sérios acidentes ou maior gasto de dinheiro público para obras corretivas, o Sindsep não cessou a vigília, cobrança de esclarecimentos e denúncias. 
 
 
Acabamento de baixa qualidade
Equipamentos avariados e velhos problemas escondidos
 
Piso remendado
 
 
E como o previsto, as obras entregues em 12 de maio, além de escancararem péssima qualidade, com remendos, pisos com avarias, emendas em bancadas novas, rejuntes precários e outros problemas a estrutura e obra, a alimentação oferecida segue com muitos problemas. A obra foi executada pela Bellacon Construtura e Incorporadora Eireli – vencedora da licitação para a reforma do HSPM, num contrato global de mais de R$ 13,7 milhões.
 
 
 
 
Já as refeições “garantidas” pela empresa LGBS Grupos de Serviços Ltda., contratada pela Prefeitura de São Paulo a um valor de quase R$ 4,5 milhões, estão no mesmo grau de qualidade: Zero!
 
 
Na foto encaminhada por trabalhadores do HSPM, carne e frango cru na marmita.
 
 
Além da insegurança na preparação dos alimentos, que muitos profissionais terceirizados do SND já enfrentaram, sujidades, altas temperaturas e muitos casos de adoecimento, as refeições são péssimas. Trabalhadores denunciam ao Sindsep a comida crua, a presença de insetos e obra mal acabada no setor que lida com a alimentação de pessoas doentes e de quem está na linha de frente do combate à Covid, em plantões de 12 horas. “Gastam dinheiro com isso. Por que não nos pagam vale refeição?”, mostra a funcionária do HSPM. O questionamento da servidora é o da maioria, que em razão do baixo salário não pode fazer as refeições fora do hospital.