Saúde

28 de Maio de 2019 - 15:05

HSPM - Setor de Nutrição e Dietética: reforma sim, terceirização não!

Desde 2014 há uma luta pela reforma emergencial do setor e pela garantia da alimentação digna para servidores e pacientes

Os servidores do HSPM lutam por condições dignas de trabalho há anos. Com diálogo, negociação, conscientização e enfrentamento apresentamos nossas demandas para a Superintendência, Conselho Gestor e Secretaria Municipal de Saúde. Desde 2014 exigimos a reforma e revitalização do Setor de Nutrição e Dietética - SND. Apesar das denúncias e reclamações, a precarização atingiu níveis absurdos por decisão da gestão do hospital. Somente com a exposição na mídia da realidade dramática é que arrancamos a reforma do SND.

 

Perigo

Nossa vitória exige da categoria a necessidade de seguirmos lutando. Os esforços são para que os serviços do SND não sejam terceirizados, prática comum do governo Covas. Isto não somente contraria o espírito do trabalho público, mas retira da administração direta mais de 120 postos de trabalho. Durante a reforma os trabalhadores do setor serão realocados. Uma situação de incerteza e angústia. Por isso, não aceitamos nenhuma terceirização.

 

O Sindsep e os trabalhadores estiveram em uma reunião com o setor de Recursos Humanos do HSPM para assegurar que as realocações sejam feitas de forma criteriosa, respeitando suas No início do mês de abril os trabalhadores foram surpreendidos com a redução em torno de 30% no valor de seus salários, sem prévio aviso, sem um comunicado por parte do RH. Os subsídios e VOP foram criados exatamente para que os trabalhadores do HSPM não tivessem perdas salariais na migração do regime celetista para o estatutário. No entanto, a PMSP mantém uma política de retirada de direitos e redução dos salários de seus servidores. O Sindsep continua na luta com os servidores contra essa retirada de direitos. O próximo passo é entrar na justiça contra a Prefeitura para que os trabalhadores voltem a receber a VOP e o subsídio complementar, inclusive aqueles que sofreram cortes no início de 2017. HSPM em defesa das aposentadorias O Sindsep e o Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), organizaram conjuntamente no último dia 7 de maio, na porta do Hospital do Servidor Público Municipal um ato de divulgação da luta contra a reforma da previdência e uma coleta massiva de assinaturas para o abaixo-assinado das Centrais Sindicais dirigido aos deputados federais para que votem contra a PEC 06/19 apresentada pelo governo Bolsonaro. UBS Teotônio Vilela contra precarização das condições do SAMU O Conselho Gestor da UBS Teotônio Vilela por iniciativa do movimento de saúde, discutiu o impacto da instalação de um ponto de assistência do SAMU na unidade. A UBS já possui um espaço limitado para atender a população, com a vinda do SAMU para unidade, perderá um espaço importante. Além disso, a equipe do SAMU, terá um espaço inapropriado para o seu trabalho. A UBS não é adequada para a logística de urgência das ambulâncias e não possui um espaço para correta higienização e limpeza das ambulâncias. A reforma foi protelada até uma precarização tão dramática, que foi somente com a exposição das condições na mídia que se conseguiu êxito necessidades e especificidades individuais. Exigimos o compromisso da gestão que expresse de maneira inequívoca que tal realocação é provisória, terminando com a reabertura do setor. Convocamos o conjunto dos servidores a apoiar sua resistência contra as práticas abusivas da gestão atual e contra a mercantilização da saúde pública, lançando a campanha: “SND: Reforma SIM, Terceirização NÃO.”

 

Vale refeição

 

 Não aceitamos prejuízo para os trabalhadores. Quando foi necessário interromper os serviços realizados no SND, os servidores dos demais setores sofreram, recebendo apenas um lanche, quando teria direito a um almoço — realizando plantões de 12 horas sem alimentação digna. Exigimos da gestão do HSPM a distribuição de vale-refeição enquanto não se normalizam as atividades do SND ou cada vez que o serviço seja interrompido.

 

Trabalhadores/as do Raio-X, coleta e copeiras hospitalar exigem retomada do pagamento da VOP e subsídio

No início do mês de abril os trabalhadores foram surpreendidos com a redução em torno de 30% no valor de seus salários, sem prévio aviso, sem um comunicado por parte do RH. Os subsídios e VOP foram criados exatamente para que os trabalhadores do HSPM não tivessem perdas salariais na migração do regime celetista para o estatutário. No entanto, a PMSP mantém uma política de retirada de direitos e redução dos salários de seus servidores.

O Sindsep continua na luta com os servidores contra essa retirada de direitos. O próximo passo é entrar na justiça contra a Prefeitura para que os trabalhadores voltem a receber a VOP e o subsídio complementar, inclusive aqueles que sofreram cortes no início de 2017.