Saúde

22 de Agosto de 2019 - 16:08

Moradores fazem ato contra privatização de UBS na zona Oeste de São Paulo

Unidade na Vila Zatt, em Pirituba, é considerada uma das mais completas da região, mas está na mira de Bruno Covas

São Paulo – A cidade de São Paulo passa por um projeto de sucateamento da saúde pública. Segundo trabalhadores e conselheiros municipais de saúde, o prefeito da capital, Bruno Covas (PSDB), está entregando diversas Unidades Básicas de Saúde (UBS) à iniciativa privada.

 

Nesta terça-feira (20), foi realizado um ato em frente a UBS Vila Zatt, em Pirituba, zona oeste da cidade, para denunciar a possível privatização da unidade. Considerada uma das mais completas da região, a Unidade Básica de Saúde está na mira das privatizações de Bruno Covas.

 

A UBS Vila Zatt também funciona como Assistência Médica Ambulatorial (AMA). Assim, atende casos menos graves e evita lotação em outras UBSs da região.

 

A bibliotecária Maria Esméria disse ter ficado impressionada com os serviços que a unidade oferece. “Tem todas as clínicas, como neurologia, urologia, dermatologia, exames de eletroencefalograma”, relatou à repórter Dayane Ponte, da TVT.

 

Bruno Covas quer privatizar a UBS, como já tem feito com outras unidades, medida que preocupa a população, afirma Silas Laureano, diretor do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde. “A gente sabe que a privatização sempre sucateia, prejudica o serviço público, uma vez que o interesse é mercantilista. Ou seja, não há espaço pra questões sociais”, criticou.

 

privatização dos serviços públicos em São Paulo vem avançando a passos largos e não garante qualidade no atendimento. “A nossa preocupação com a privatização da UBS é que os usuários mais antigos percam o vínculo que eles têm com os médicos. Com a terceirização, há uma atenção para metas e números, perdendo esse atendimento humanitário”, lamentou Luciane Tahan, coordenadora do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep).

 

No começo deste mês, outra unidade básica foi palco de manifestação. A UBS Vera Cruz, também na zona oeste da capital, foi destinada à gestão da Organização Social de Saúde (OSS) Associação Saúde da Família, sem ouvir o conselho gestor e moradores do bairro da Pompeia.

 

Laureano afirma que as decisões de Bruno Covas não são voltadas à população, o objetivo é reduzir o Estado. “Ele implementa a sua política neoliberal sem o consenso, sem o diálogo com a população, de uma forma truculenta. Não há mais interesse por parte do PSDB de que existam políticas públicas, o projeto de governo é o estado mínimo”, criticou.

 

Fonte: https://www.redebrasilatual.com.br/saude-e-ciencia/2019/08/ato-contra-privatizacao-ubs-zona-oeste-sao-paulo/