Saúde

21 de Abril de 2020 - 12:04

Negligência do governo Covas e a pandemia só crescem

Dos 14.580 pacientes no estado, 10.624 são casos confirmados na capital, pela Secretaria Municipal de Saúde. Das 1.037 mortes confirmadas por covid-19 no estado, 847 óbitos foram na cidade, além de 1.332 mortes com suspeita da doença. Faltam investimentos.
 
 
 
Até ontem (20) o número de brasileiros/as atingidos/as pelo novo coronavírus já era de 40.581, segundo o Ministério da Saúde. Óbitos: 2.575. São Paulo segue liderando registros de adoecimento e morte pela pandemia e a cidade de São Paulo tem a maior concentração. Dos 14.580 pacientes no estado, 10.624 são casos confirmados na capital, pela Secretaria Municipal de Saúde. Das 1.037 mortes confirmadas por covid-19 no estado, 847 óbitos foram na cidade, além de 1.332 mortes com suspeita da doença. Falta testagem e agilidade na entrega de resultados. Faltam investimentos!
 
Aventais improvisados com sacos de lixo, capas de chuva e em TNT, além de máscaras sem filtro para enfrentar a pandemia. Foto: Colagem Arquivo Sindsep a partir de denúncias
 
 
Um dos alvos da pandemia do coronavírus são os profissionais de saúde, por estar na linha de frente do cuidado, sem ser cuidado, sem proteção adequada, sem estrutura de trabalho e nem treinamento. Largados à prória sorte.
 
Na última segunda (20), perdemos o enfermeiro Thiago, da UBS das Laranjeiras, o médico Frederic Jota Silva Lima, da UPA Itaquera – serviço sob a gestão da OSS Santa Marcelina, e a agente (AD) Valéria da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Comandante Gastão Moutinho, na zona Norte. Com isso subiu para 25 o número de trabalhadores do município de São Paulo que perderam a vida no atendimento em serviços essenciais, conforme levantamento do Sindsep. Foram 20 da Saúde -- quatro dos quais da rede estadual --, três servidoras da Educação, uma GCM e nesta terça (21), a trabalhadora Vera Lúcia Gomes, da Subprefeitura de Pirituba , segundo registros do Sindsep.
 
Dos 3.336 profissionais afastados por suspeita do novo coronavírus, a Prefeitura de São Paulo declarou que 532 foram confirmados. Mas, o número pode ser ainda maior, já que 98 profissionais da saúde se afastam diariamente pela contaminação do covid-19 ou problemas derivados do exercício profissional.
 
Neste cenário que ainda não atingiu o ponto mais crítico da curva da pandemia, mais já aponta a ocupação de 100% dos leitos de UTI em hospitais municipais da periferia de São Paulo, como o Alípio Correa Netto (Ermelino Matarazzo), o de Cidade Tiradentes, Doutor Inácio Proença de Gouveia (Mooca) e Tide Setúbal (São Miguel Paulista), os trabalhadores seguem atuando sem equipamentos de proteção individual adequados às normas sanitárias, submetidos à sobrecarga de trabalho, assédio moral e alguns inclusive já pediram exoneração.
 
É o que iremos acompanhar nas próximas matérias, a partir de relatos de trabalhadoras e trabalhadores do Hospital do Servidor Público Municipal (HSPM), Doutor Inácio Proença de Gouveia (Mooca) e Tide Setúbal (São Miguel Paulista). Confira: