Saúde

20 de Agosto de 2019 - 12:08

Plenária dos trabalhadores da saúde une diversas entidades e setores na luta contra o sucateamento da saúde pública

A Plenária dos Trabalhadores da Saúde, realizada no Sindsep, no dia 17 de agosto, reuniu dezenas de trabalhadores representando Hospitais Municipais, Pronto Socorros Municipais, diferentes serviços de Vigilância em Saúde (CCZ, Combate a Endemias, Covisa), Centros de Referências de Saúde do Trabalhador, SAMU, Laboratórios Municipais, Farmácias Municipais, Ambulatório de Especialidades, Unidades Básicas de Saúde, bem como trabalhadores aposentados.

 

Também estiveram presentes representantes de sindicatos e de movimentos sociais: além de dirigentes do Sindsep, tivemos representações dos Sindicatos dos Médicos do Estado de São Paulo (Simesp), Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (SEESP), Associação dos Odontólogos da Prefeitura de São Paulo (AOPSP), Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas (APCD), Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), Conselho Estadual de Saúde, Conselho Municipal de Saúde: União dos Movimentos Populares de Saúde (UMPS), Federação das Associações Comunitárias do Estado de São Paulo (Facesp), bem como representantes de mandatos parlamentares da Câmara Municipal de São Paulo, com assento na Comissão de Saúde Pública da Câmara.

 

O objetivo da plenária foi unificar os setores e entidades de trabalhadores e usuários entorno de ações coordenadas para o enfrentamento do desmonte da saúde pública municipal. No entendimento do Sindsep, não podemos nos dispersar em lutas setoriais e/ou individuais para enfrentar um problema que advém de ações ordenadas por um projeto claro da administração do Prefeito Bruno Covas: sucatear a saúde pública municipal para entregá-la aos interesses de empresas e organização privadas que enxergam a saúde apenas como um negócio lucrativo, deixando a boa assistência à saúde da população, as ações de prevenção e as ações de combate aos agravos à saúde em segundo plano.

 

Após diversas intervenções que deram conta da precária situação nos equipamentos públicos de saúde, como: falta generalizada de funcionários; concursos públicos vigentes sem chamamentos; desvios de função; falta de remédios, materiais, equipamentos e insumos; falta de veículos para os trabalhadores da vigilância em saúde; diminuição do número de especialidades médicas disponíveis em unidades de saúde; regulação médica do município com problemas na priorização de atendimentos; desestruturação do SAMU; sucateamento de farmácias e laboratórios municipais; não realização da vacinação antirrábica; sucateamento dos hospitais municipais; entre outros problemas, foram tiradas os seguintes encaminhamentos: 

 

•       Formação de uma Frente Única Contra o Sucateamento da Saúde Pública;

 •      Formação de um grupo técnico com diversos sindicatos, movimentos, mandatos legislativos, conselhos, entre outros, para a elaboração de materiais que deem subsídios teóricos e empíricos para as ações;

•       Realização de ações regionais (comitês regionais, mutirões de mobilização, visitas conjuntas nas unidades, atos regionais) e ações centrais com visibilidade municipal;

•       Realização de uma pesquisa-ação nos serviços e equipamentos de saúde;

•       Elaboração de uma carta aberta sobre o desmonte da saúde pública e sobre os onerosos custos que a terceirização de equipamentos e serviços impõe à população;

•       Buscar pontos de aproximação com os trabalhadores/as terceirizados/as da saúde pública municipal, por entendermos que estes/as também são prejudicados/as pelo processo de desmonte e precarização da saúde;

 

A próxima reunião da Frente Única Contra o Sucateamento da Saúde Pública, será realizada no próximo sábado, 24 de agosto, às 10 horas na antiga Sede do Sindsep (Rua da Quitanda, 162 – Centro (em frente à Praça do Patriarca e à Prefeitura de São Paulo).

 

COMPAREÇA E FAÇA FRENTE AO DESMONTE DA SAÚDE PÚBLICA NA CIDADE DE SÃO PAULO!