Saúde

11 de Abril de 2019 - 12:04

SAMU: Estado de Greve continua e paralisação de 72 horas é convocada para dia 16.04

Em assembleia realizada na tarde desta quarta-feira, 10 de abril, segundo dia de paralisação, os trabalhadores do SAMU decidiram pela continuidade do estado de greve e de assembleia permanente. 
 
A paralisação de 48 horas se encerrou na manhã desta quinta-feira, 11, às 7 horas. Mas os trabalhadores decidiram por retomar a paralisação na próxima terça-feira, 16 de abril, também a partir das 7 horas, mas dessa vez será por 72 horas. 
 
Os trabalhadores também incluíram novos pontos na pauta de reivindicações, como o fim da operação delegada e a volta dos plantões suplementares para todas as categorias que compõem as equipes do SAMU de São Paulo. 
 
Os trabalhadores ainda solicitam que seja realizada imediatamente uma audiência com o secretário municipal de saúde. Que seja entregue um dossiê sobre a desestruturação do SAMU no Ministério Público, no Colégio de Lideres e na Comissão de Saúde da Câmara Municipal de São Paulo. 
 
Também neste segundo dia de paralisação os trabalhadores do SAMU compareceram em peso na audiência pública da Saúde na Câmara Municipal para pedir apoio dos vereadores na luta contra a reestruturação. 
 
O assessor da Secretaria de Saúde do Sindsep, Marco Dalama conseguiu fazer uma fala durante a audiência e explicou a situação em que se encontram os trabalhadores com o fechamento das bases, bem como alguns trabalhadores. 
 
 
Após a audiência alguns trabalhadores, se dirigiram ao gabinete do presidente da Câmara, Eduardo Tuma, com um documento pedindo que ele intermediasse uma reunião entre o prefeito Bruno Covas, Sindsep e uma comissão dos trabalhadores do SAMU, na tarde de ontem, já que o prefeito tinha horário livre na sua agenda. O presidente não estava em seu gabinete e os trabalhadores foram recebidos por sua secretária que protocolou o documento e se comprometeu a falar com ele. 
 
Os trabalhadores saíram da Câmara em caminhada para a frente da Prefeitura para pressionar o prefeito para receber os trabalhadores, no entanto, mesmo tendo horário livre em sua agenda, o prefeito simplesmente ignorou o pedido dos trabalhadores.