Saúde

06 de Maio de 2019 - 09:05

Sindsep, comissão de trabalhadores e governo, já iniciaram visitas aos novos pontos de assistência do Samu

Comissão visita doze novos pontos de assistência do Samu na zona Sul e demonstram que as denúncias dos trabalhadores são verdadeiras

O Sindsep, comissão de trabalhadores do Samu e governo já iniciaram as visitas em unidades onde foram instalados os novos pontos de assistência. As primeiras visitas foram entre os dias 30 de abril à 2 de maio, na zona Sul da cidade.

 

Em quase todas as Unidades de Saúde em que foram instalados os pontos de assistência do Samu, eles estão mal instalados e localizados. Estão no interior das unidades (maioria sobre gestão de Organizações Sociais), lotadas de pacientes à espera de atendimento.

 

Muitos destes pontos consistem em um quartinho com beliches, que não dão conta de abrigar toda a equipe. Um espaço compartilhado entre homens e mulheres. Junto a esse quarto, um pequeno banheiro, também compartilhado. Alguns com chuveiro mal instalado, que a equipe utiliza para lavar as possíveis secreções de sangue, vômito e fezes, que normalmente adquirem num atendimento de emergência.

 

Em alguns pontos nos banheiros não há chuveiro, em outros, não há chuveiro e nem banheiro. Quando assim, a equipe usa o banheiro da unidade, que é compartilhado por todos da unidade de saúde.

 

Normalmente as refeições são feitas no quarto, pois as copas ou restaurantes que podem ser compartilhados ficam longe do rádio, em que recebem o chamado de emergência. Neste quarto, também estão os armários, que as equipes guardam seus pertences e os armários onde ficam estocadas os materiais de trabalho. Em alguns casos, como a UBS Eliane, esses materiais se espalham sobre os beliches, por não ter onde guardá-los. Materiais esses, que são indispensáveis para o atendimento.

 

SITUAÇÃO DAS AMBULÂNCIAS

Em relação as ambulâncias, a maioria ficam expostas ao sol e a chuva, normalmente longe do ponto de apoio (quarto). Quando chove, os trabalhadores precisam sair na chuva para chegar na ambulância, muitas vezes com seu material de trabalho.

 

Não há local para higienização das ambulâncias, principalmente para aquelas que ficam sujas de sangue, vômito e fezes. Nestes casos o produto disponível para a desinfecção é insuficiente, pois antes do uso, é necessário uma mangueira com água e um local para que a sujidade seja desprezada adequadamente.

 

Em quase todas as unidades o acesso das ambulâncias, entrada e saída, está prejudicado. Alguns, no interior da unidade: ponto de apoio longe do estacionamento, grande movimentação de carros e pessoas no interior, e em torno da unidade. Portões estreitos, com dificuldade de movimentação rápida. Em algumas unidades, a dificuldade de acesso se dá pela localização, com vias de acesso congestionadas, o que aumenta o tempo resposta.

 

FALTA DE MATERIAIS

Em todas as unidades foi constatado a dificuldade de reposição de materiais, principalmente nos finais de semana. Por conta da falta de espaço nos pontos de assistência, não há como estocar material.

O ponto de apoio para materiais está localizado em Interlagos, muito longe de algumas unidades, como Vera Cruz, Paraisópolis, entre outras. Quando falta materiais, os trabalhadores precisam ficar “mendigando” nas unidades hospitalares, que também possuem estoques reduzido.

 

COMUNICAÇÃO DA OCORRÊNCIA ENTRE A REGULAÇÃO CENTRAL COM OS PONTOS DE ASSISTÊNCIA

 

Esta é uma grande dificuldade, apontada por todas unidades. O chamado chega na regulação do SAMU (telefone 156) e não é repassado para ponto de assistência imediatamente, com casos, retidos por mais de 24 horas.