Saúde

30 de Junho de 2021 - 17:06

Sindsep em parceria com a UFMG oferece curso de extensão universitária para trabalhadores da saúde

O Sindsep em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais irá ofertar um curso de extensão universitária com o tema “Proteção dos trabalhadores do SUS da exposição ao risco de infecção por Covid-19”, para todos/as profissionais da saúde.

 

O curso não é a primeira parceria entre o Sindsep e a UFMG, já foi ofertado um curso para os trabalhadores com outro enfoque há alguns anos. O que irá acontecer agora terá uma carga horária de 60 horas, sendo possível ser feito conforme disponibilidade de cada um e em qualquer lugar. Tendo início no dia 12 de julho e finalizado em 20 de agosto, com uma taxa de inscrição simbólica de R$ 20,00.

 

“A realização deste curso para nós é muito importante. A construção só se deu em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais. Essa aproximação com a universidade é algo que temos buscado ao longo de anos e cujo objetivo é disponibilizar para a categoria atividades com qualidade e validação necessária para construção do conhecimento”, declarou o secretário de Políticas em Saúde do Trabalhador do Sindsep, Roberto Alves.

 

A professora Ada Avila, coordenadora do curso afirma “esse curso conseguimos aprovar para trabalhadores e foi financiado da FAPMIG, é um curso de educação permanente para trabalhadores da saúde. Por isso, um curso fácil de ser feito. Também estou muito feliz com a construção dessa parceria e outros cursos poderão surgir a partir de agora”.

 

Conheça um pouco sobre o curso:

 

Que curso é este?

* o objetivo é potencializar o conhecimento dos profissionais da saúde sobre segurança nos ambientes de trabalho dos serviços do SUS;

 

* Destinado aos profissionais do SUS;

 

* O curso  é oferecido pela UFMG e apoiado pela FAPEMIG.

 

POR QUE DO CURSO?

 

Os profissionais de saúde (PS) têm um alto risco de adquirir infecção enquanto cuidam de pacientes infectados com o novo Coronavírus. Em vários lugares do mundo, desde o início da pandemia, as unidades de saúde são locais de alto risco de infecção e alguns estudos relatam surtos em algumas delas que atingiram os PS.

 

Disponibilidade de leitos, adequada quantidade de ventiladores, oxigênio e medicamentos, monitoramento da diversidade genética das linhagens de vírus, esquema amplo de testagem, entre outros recursos, não trarão os efeitos desejáveis sem uma força de trabalho qualificada para desempenhar as suas funções, satisfeita com as condições de trabalho e bem treinada no quesito segurança ocupacional. A proteção dos PS é crucial para enfrentar a crise pandêmica.

 

 

Magnetude do problema que se quer enfrentar com estratégia de Educação Permanente dos profissionais do SUS

 

1.  Embora os PS representem menos de 3% da população na maioria dos países, eles representam 14% dos casos da COVID-19 que foram relatados à OMS.

 

2. De acordo com Anistia Internacional, mais de 7000 trabalhadores da saúde no mundo inteiro tinham morrido da COVID-19 até setembro de 2020.

 

No Brasil

 

1. O segmento saúde abarca três milhões de empregos distribuídos na esfera pública e privada. Médicos, enfermeiros, técnicos de laboratório, agentes comunitários de saúde, fisioterapeutas, farmacêuticos e todos os outros agentes de apoio cuja função é prestar assistência à saúde dos indivíduos estão na linha de frente do combate à pandemia de COVID-19 e, como tal, expostos ao risco de infecção.

 

2. Não sabemos ao certo quantos são os profissionais de saúde que foram infectados e que morreram.

 

3. Até 04 de julho de 2020, foram notificados 173440 casos de Síndrome Gripal (SG) por COVID-19, sendo o pessoal da enfermagem, médicos e agentes comunitários de saúde, nessa ordem, os mais atingidos.

 

4. Esses dados não são fidedignos, pois são abissais as falhas no diagnóstico, registro e monitoramento de casos no país. Por exemplo, o número de testes por 1000 habitantes (2,28) no período citado acima foi o menor entre os países da América do Sul.

 

CONSTATAÇÕES IMPORTANTES

 

1. Os profissionais de saúde estão se desdobrando para enfrentar a crise pandêmica. A carga física e mental gerada nesse contexto tem provocado prejuízos em várias dimensões da vida dessa categoria profissional.

 

2. Sim, a vacinação é crucial, fundamental e inquestionável. Mas há problemas que não são resolvidos com a vacinação. Por exemplo, cansaço, medo, acidentes de trabalho, falta de recursos para desenvolver as atividades no curso da assistência aos usuários dos serviços e aos pacientes hospitalizados, entre outros.

 

3. De acordo com o protocolo brasileiro (do Ministério da Saúde), todo PS sintomático deve ser testado. Em caso de inviabilidade do teste, o protocolo recomenda que o PS sintomático que não conseguiu ser testado, tem de ser afastado do trabalho. Essa situação é difícil, tendo em vista a escassez da força de trabalho. Muitos já estão afastados. O volume de atendimentos nos serviços aumentou.

 

Quantos profissionais de saúde atuam no território brasileiro?

O segmento saúde abarca três milhões de empregos distribuídos na esfera pública e privada.

 

Ambientes de trabalho com alta exposição

* Unidades Básicas de Saúde

* Clínicas e Consultórios

* Hospitais

* Unidades de Tratamento Intensivo (UTI)

* Veículos de transporte de pacientes

* Laboratórios de análises clínicas

 

Atividades com alta exposição

 

*  Cuidado direto ao paciente

Broncoscopia

* Análise de amostras clínicas

* Procedimentos odontológicos

* Procedimentos de autópsia

* Serviço de emergência médica

* Limpeza e manutenção em áreas com pacientes.

 

Gostou do curso? Corra para se inscrever pois temos um número limitado de vagas. A inscrição pode ser feita pelo site da Escola de Formação do Sindsep ou pelo link baixo

 

https://www.cursoseeventos.ufmg.br/Login/LoginAluno.aspx?ReturnUrl=%2fMatricula%2fRealizarMatricula.aspx