Saúde

31 de Agosto de 2020 - 15:08

Sindsep flagra o despejo que governo Covas impôs a servidores e mobiliário da Covisa

Desestruturação é selada no dia em que São Paulo ultrapassou a soma de mais de 30 mil mortes. O número ultrapassa a soma de seis países juntos da América do Sul e os registros na Rússia, Portugal, Espanha e França.

O Sindsep esteve no prédio da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) do município de São Paulo nesta segunda-feira (31) e flagrou servidores, mobiliário e processos sendo desalojados e transferidos para o 1º andar do prédio da Secretaria Municipal de Saúde.

 

Flávia Anunciação, coordenadora de Região Centro do Sindsep, mostra veículos do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) estacionados em frente ao prédio da Covisa. “É muito triste ver o que a Secretaria Municipal de Saúde está fazendo com a saúde da população e com os trabalhadores que cuidam da saúde pública”, disse ao referir-se ao processo de desmonte da Coordenação de Vigilância em Saúde da cidade de São Paulo.

 

Na avaliação da dirigente, a cidade está vivendo um aumento da falta de proteção em meio à grave crise sanitária causada pela pandemia do novo Coronavírus. “O desmonte e a desestruturação desse importante órgão fiscalizador, em plena pandemia, é um absurdo. Um absurdo que a Secretaria de Saúde proceda o desmonte, a desestruturação de um órgão tão vital para a população da cidade de São Paulo”.

 

No mesmo dia em que sela a desestruturação da Covisa, com a retirada de servidores, documentos e mobiliário, para abrigar uma outra secretaria executiva, São Paulo superava os 30 mil mortos e 800 mil casos da Covid-19. O registro de óbitos no estado de São Paulo é bem superior à soma dos números de óbitos em países da América do Sul, como Venezuela, Chile, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia. Também ultrapassa as marcas registradas em Portugal, Rússia, França e Espanha.