Saúde

14 de Fevereiro de 2020 - 17:02

Sindsep participa de ato na UBS Santo Amaro contra a terceirização da unidade

O Sindsep representado pelos dirigentes, Antônio Carlos Lima e Sandro Bento de Carvalho, realizaram em parceria com os Conselheiros Gestores, representantes dos Movimentos Populares de Saúde de Santo Amaro, Cidade Ademar e M’Boi Mirim e Campo Limpo, do Fórum de Saúde Sul e trabalhadores da Unidade Básica de Saúde de Santo Amaro, um ato na manhã desta sexta-feira, 14 de fevereiro.

 

A atividade era contra a transferência da unidade que ainda é da administração direta, para uma organização social, que já está em processo de habilitação para assumir a unidade. Por conta disso os trabalhadores estão sofrendo com a truculência da gestão, além de estarem sendo assediados.

Também estão sendo pressionados para que assinem o termo de opção, com a alegação de que quanto antes assinarem, mais rápido serão transferidos para as unidades da direta da região que possuem vagas. Mas não é isso que acontece, com experiências anteriores de servidores que assinaram o termo, o Sindsep sabe que as transferências podem demorar de três a cinco anos para acontecerem.

 

Essa situação inclusive contraria o artigo 9 do termo de opção, que tem a seguinte redação:

 A remoção dos servidores poderá ocorrer a partir de sua escolha desde que, formalizada e autorizada pela organização social em conjunto com a respectiva CRS, respeitada a continuidade dos serviços da unidade, sendo que todos os servidores deverão ser encaminhados às unidades de escolha até 31/12/2020.

O ato foi positivo, com a realização de um abraço simbólico na unidade, mesmo com o enfrentamento dos gestores da Supervisão de Saúde da Cidade Ademar/Santo Amaro e da Coordenadoria Sul de Saúde.

 

 “As diretrizes do SUS são muito claras. Temos que manter o trabalhador no território, porque o usuário tem em sua mente que cada vez que ele vai chegar num atendimento, ele vai encontrar aquele médico que ele passou na consulta anterior e ele vai dar continuidade no seu tratamento. Com a terceirização não temos essa garantia, porque a rotatividade do trabalhador é muito grande”, afirmou Antônio Carlos, secretário Geral do Sindsep, na atividade.