Saúde

27 de Março de 2019 - 17:03

Sobre a ameaça de transferência da saúde municipal para o estado

O Sindsep-SP manifesta seu repúdio ao processo de negociação entre o prefeito Bruno Covas (PSDB) e o governador João Doria (PSDB) para a entrega dos hospitais municipais paulistanos para governo do estado de SP. 
 
 
De acordo com reportagem da Folha de São Paulo, veiculada em 24 de março, entre os equipamentos municipais de saúde que o prefeito pretende entregar estão o Hospital Tide Setúbal, que fica em São Miguel Paulista, Hospital Municipal Cidade Tiradentes, Hospital Municipal Prof. Dr. Alípio Corrêa Netto em Ermelino Matarazzo, todos localizados na Zona Leste, o Hospital Menino Jesus e o Hospital do Servidor Público Municipal, ambos na região Central da cidade. Também está na lista o Hospital Mario de Moraes Altenfelder, que também é maternidade especializada em parto de risco, localizado na Zona Norte da cidade. 
 
 
Mais uma vez, a Prefeitura, sob o pretexto de economizar recursos, irá tocar um processo de entrega de um serviço público essencial de nossa cidade. Não obstante o fato de a Prefeitura não sofrer com queda de arrecadação e não estar com problema de falta de verbas. Mais uma vez trata-se de um inaceitável processo apressado e sem a devida consulta às instâncias de controle social do SUS e às entidades representativas de trabalhadores. Tal negociação causa particular revolta por ocorrer à portas fechadas no mesmo momento do acontecimento da 20° Conferência Municipal de Saúde de São Paulo.
 
 
O prefeito Bruno Covas (PSDB) mais uma vez demostra que não está preocupado com a população da cidade, pois em saúde e educação não se economiza, se investe. Doria quando era prefeito não investia em saúde, faltava materiais nos hospitais municipais, Assistência Médica Ambulatorial (AMAs) e Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
 
 
Passar os hospitais da cidade de São Paulo para as mãos do governo do Estado é uma estratégia dos governos da cidade e do Estado, integrantes do mesmo partido, para ampliar a terceirização/privatização da saúde por meio das Organizações Sociais da Saúde.  
 
 
Repudiamos veementemente mais este processo atabalhoado que irá comprometer a assistência à população, a exemplo do malfadado processo de reestruturação das Redes de Atenção Básica, que tentou fechar centenas de AMAs e UBSs e do processo de reestruturação do SAMU, que pretende fechar 31 Bases do SAMU.