Saúde

22 de Janeiro de 2021 - 18:01

Sobre a priorização da vacinação para os profissionais de saúde

Envie sua denúncia, conforme orienta nosso Manual de Comunicação de Denúncias, para o Whatsapp Oficial do Sindsep: 11 97025-5497.

A incompetência, o negacionismo e as diversas ações de sabotagem à vacinação contra a Covid-19, cometidas pelo governo Bolsonaro, levou ao tenebroso momento em que vivemos: mais de 210 mil mortos, com o aumento acelerado de contaminações e mortes, além da falta de condições materiais mínimas para o enfrentamento da crise, como a falta de oxigênio que resultou em centenas de mortes no Amazonas. Soma-se a isso a guerra política com o governador João Doria Jr., o qual obteve mais sucesso em suas ações de marketing político, visando a corrida eleitoral de 2022, do que para aquisição de doses e insumos destinados à fabricação da vacina em quantidades suficientes. O resultado é insuficiência generalizada de vacinas para os/as brasileiros/as: no momento não temos vacinas para todos/as e nem mesmo para os grupos prioritários. 
 
 
Reprodução da Internet.
 
 
Diante da indisponibilidade de vacinas, a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) do Município de São Paulo, mesmo após ser desestruturada pelo prefeito Bruno Covas, por meio da Portaria Nº 319/2020-SMS.G, cumpriu seu papel institucional e elaborou um “Instrutivo para priorização da primeira remessa de doses da vacina de Covid-19 no Município de São Paulo” priorizando, tecnicamente, as seguintes categorias profissionais:
 
Hospitais Públicos e Privados – médicos, enfermagem e fisioterapeutas dos setores UTI, médicos e enfermagem das Enfermarias COVID-19, PS para sintomáticos respiratórios;
 
UPA/PS/PA/AMA e UBS – profissionais escalados para atendimento de sintomáticos respiratórios em demanda espontânea;
 
SAMU – Profissionais em atividade na assistência direta aos usuários;
 
O Sindsep-SP, junto com as demais entidades da Bancada Sindical da Saúde da cidade de São Paulo, reivindicou, na Mesa Setorial de Negociação Permanente da Secretaria Municipal de Saúde, em 19 de janeiro de 2021, que todos que trabalham nas unidades de porta aberta e serviços de referência para o tratamento da Covid-19 sejam vacinados, já que estes trabalhadores são os mais expostos à contaminação.
 
Sindsep cobra do Município
 
Para a garantia das condições de saúde e segurança dos trabalhadores, o Sindsep-SP reivindicou, no mesmo fórum de negociação, o reforço no fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPI) em quantidade suficiente e em qualidade adequada, das folgas de descompressão para os trabalhadores que estão há quase um ano sem pausa na linha de frente do Covid-19, bem como a aplicação/uniformização dos protocolos de uso de EPIs nas unidades de atendimento em “porta aberta”, assim como nas unidades e serviços de referência para atendimento de casos de Covid-19.
 
No âmbito municipal, o Sindsep-SP ficará muito atento e atuará para a disponibilização e a distribuição de novos lotes de vacinas conforme os critérios técnicos e éticos que atendam aos que mais necessitam de proteção - reivindicando a justa vacinação de todos os profissionais de saúde assim que novas doses estejam disponíveis.
 
O sindicato também investigará e cobrará uma prestação de contas da Prefeitura, para verificar se as vacinas do atual lote estão sendo aplicadas nos profissionais da saúde conforme os critérios técnicos do “Instrutivo para priorização da primeira remessa de doses da vacina de COVID-19 no Município de São Paulo” (para NÃO PERMITIR QUE OS AMIGO DO REI FUREM A FILA).
 
O Sindsep-SP seguirá lutando fortemente para que todos os trabalhadores tenham EPI de qualidade comprovada e em quantidade suficiente; cobrando testagem periódica para todos trabalhadores e população em geral; reivindicando folgas de descompressão para os trabalhadores que estão na linha de frente da Covid-19 sem direito a férias e a folgas há quase um ano; e seguirá reivindicando medidas de isolamento social capazes de conter o aumento de casos e mortes por Covid-19.
 
Sindsep cobra do Estado e União
 
Nos âmbitos federal e estadual, entendemos que nossa trincheira de luta neste momento deve ser para a aquisição de vacinas e insumos capazes de imunizar a totalidade dos/as brasileiros/as; medidas de isolamento social capazes de conter o aumento de casos e mortes por Covid-19 (sem isolamento, as mutações do Coronavírus podem, inclusive, comprometer a eficácia das vacinas); transparência nas informações; não ao “tratamento precoce”, cuja ineficácia foi cientificamente comprovada; e, continuidade do pagamento do auxílio emergencial para conter a epidemia de pobreza e de desespero que atinge milhões de brasileiros/as.
 
Fiscalize e denuncie desvios de vacina
 
Neste sentido, convocamos os trabalhadores e trabalhadoras da linha de frente contra a Covid-19 a fiscalizarem e denunciarem ao Sindsep-SP desvios e fura-filas da vacinação, a falta de EPIs e de condições decentes de atendimento à população. Envie sua denúncia, conforme orienta nosso Manual de Comunicação de Denúncias, para o Whatsapp Oficial do Sindsep: 11 97025-5497.
 
Convocamos todos e todas também a se integrarem às frentes e aos movimentos que lutam pela Vacinação e pela Defesa do SUS, participando e fortalecendo suas ações: Frente da Saúde pela Vacinação Pública; Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo. 
 
 
Fora Bolsonaro, Impeachment já!