Saúde

28 de Dezembro de 2021 - 13:12

SPDM deixa UPA Perus sem funcionários suficientes e população agride trabalhadores

Além de poucos profissionais, faltam toalhas, lençóis, camisolas, e a refeição servida a pacientes estava com data vencida no dia 23 de dezembro.

Por Redação


 
Trabalhadores da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Perus estão sendo vítimas de violência por parte de familiares de pacientes. As agressões se devem à demora no atendimento devido à falta de profissionais médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, entre outros funcionários. A UPA Perus, na zona Noroeste de São Paulo, administrada pela organização social de saúde (OSS) SPDM teve, inclusive, a presença de policiais militares na tarde de segunda (27), em decorrência da confusão que estava no local.
 
Além do número insuficiente de funcionários para o atendimento, sobrecarga e ameaça aos funcionários que estão presentes, pacientes estavam recebendo no dia 23 alimentação vencida, armazenada na geladeira há dez dias. Na foto abaixo, a informação da etiqueta não deixa dúvida: consumo imediato.
 
 
Embalagem da alimentação servida em 23/12/2021 denuncia: fabricada em 10/12; consumo imediato
 
 
As denúncias de funcionários chegaram ao Sindsep frente ao crescimento de casos de síndrome gripal em São Paulo. Segundo eles, a SPDM não repõe profissionais e ignora os pedidos dos trabalhadores.
 
“No Natal, haviam apenas três profissionais de enfermagem na observação, mesmo com leitos extras, no plantão noturno. Durante o plantão diurno, havia apenas dois profissionais, relatou um dos funcionários da UPA. Não havia nem pediatra no Natal”, detalha Lucianne Tahan, dirigente do Sindsep.
 
Além de poucos funcionários para um período de crescimento da demanda, vários trabalhadores têm faltado e os que comparecem estão sendo assediados pelos usuários da UPA. A única médica presente no plantão de segunda-feira, por exemplo, estava sendo acuada pelos pacientes. População ameaça bater nos profissionais que estão trabalhando.
 
OUTRAS DENÚNCIAS
 
Outra situação relatada pelos funcionários da UPA Perus refere-se à falta de rouparia para atender quem está internado no serviço de urgência.
 
Há falta de toalhas de banho, camisolas e lençóis. Os funcionários afirmam ter cobrado da SPDM, mas têm sido ignorados pela organização social responsável pela UPA Perus.