Saúde

15 de Junho de 2018 - 17:06

TRABALHADORES DA SAÚDE REALIZAM ATO EM FRENTE A SMS

Centenas de servidores se reuniram em um ato na Secretaria Municipal da Saúde exigindo soluções do governo para o caos na saúde pública municipal, que afeta os trabalhadores e população

Na tarde desta quinta-feira, 14 de junho, trabalhadores da saúde organizados pelo Sindsep realizaram um ato em frente a Secretaria Municipal de Saúde para dialogar com o Conselho Municipal de Saúde (CMS) e para exigir do governo medidas concretas e urgentes, já que as mesas de negociação não têm dado conta de resolver os graves problemas existentes na saúde.

Servidores e servidoras das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), dos Hospitais Municipais, das Unidades de Vigilância em Saúde (UVISs), dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (CRSTs), dos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs), dos Centros de Convivência e Cooperativa (Cecco), dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (COVISA) compareceram e, juntamente com dirigentes sindicais, realizaram falas de denúncia de fechamento e sucateamento de unidades de saúde, de precarização do trabalho e de prejuízos ao atendimento à população ocorridas ao longo do governo Dória. Para tanto, uma comissão foi formada para levar a pauta de reivindicações para o Conselho Municipal de Saúde (já que o caos instalado na saúde pública leva a morte de muitos usuários), onde se encontrava, também, o Chefe de Gabinete da SMS Daniel Simões.

Após as exposições dos integrantes da comissão no Conselho, foi chamada uma reunião de emergência com os representantes do governo que encaminhou os seguintes pontos:

Autarquia Hospitalar Municipal (AHM:

  • Os representantes da AHM afirmaram que, primeiramente, irão chamar os 926 concursados previstos para repor os contratados de emergência e que após tal vão tentar chamar mais (vão tentar autorização) para cobrir a TLP das unidades.
  • Não foi aceito pela comissão de trabalhadores o aumento de contratação de funcionários via terceirização / OSs;
  • Foi entregue à comissão um documento sinalizando a normalização da reposição de insumos, remédios e equipamentos. Estamos analisando o documento, mas não se pode dizer que o problema está resolvido;
  • Horas extras: há uma proposta que está sendo discutida com grupos de trabalho no sentido revisão de valor de horas extras, bem como de revisão de gratificações e DAs;

Atenção Básica:

  • A suspenção da reestruturação foi debatida no Conselho Municipal de Saúde, sendo que o conselho reafirmou a necessidade de representação de trabalhadores e demais seguimentos nas Comissões Regionais Organizadoras dos Encontros Regionais para discussão das Redes de Atenção à Saúde (comissão nomeada por Coordenarias Regionais de Saúde);

 

Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU):

  • A reestruturação do SAMU foi debatida, sendo que os trabalhadores colocaram que a avaliação positiva, colocada pelos representantes do governo, não corresponde a percepção da maioria da população (o que foi confirmado por representantes dos usuários presentes na reunião);

VIGILÂNCIA EM SAÚDE:

  • Em relação ao uso de empresas de aplicativo para transporte dos trabalhadores, a administração da Covisa explicou que no ano passado já havia apresentado documentos listando as atividades que não poderiam ser feitas com o aplicativo (como o transporte de inseticida e demais visitas técnicas), mesmo assim só autorizam a manter uma parte da frota. Porém admitiram que deve haver uma definição de critérios para o uso.
  • Sobre a contratação de carros para o transporte de trabalhadores em visitas técnicas, disseram que já tem um termo de referência para um novo contrato com uma quantidade maior de carros. Informaram ainda que foi solicitado às coordenadorias uma data para a realização de uma mesa para discutir soluções para resolver os problemas apontados no mapeamento das unidades, no projeto InovaSUS.
  • Em relação a recomposição do quadro de técnicos – Estão aguardando autorização da gestão para nomear técnicos dos concursos que estão em aberto. Somente após isso será possível fazer um novo levantamento e solicitar concurso. Já foi enviado e-mail para as coordenadorias para tentar em conjunto com o sindicato construir soluções para as questões levantadas no mapeamento das unidades realizado no projeto Inovasus.
  • Construção de uma agenda de lutas com os segmentos da saúde.

O Sindsep tem claro que os encaminhamentos apresentados estão no campo das promessas, bem como algumas falas do governo não apresentaram nada de novo para além da retórica de que “tudo ficará bem”. Por tal motivo, os trabalhadores e as trabalhadoras da saúde pública municipal precisam manter e expandir a mobilização nas ruas.

Fique de olho no site do Sindsep-SP (www.sindsep-sp.org.br), já que em breve divulgaremos a data de uma grande Plenária dos Trabalhadores da Saúde: momento importante de organizar coletivamente a luta dos trabalhadores por valorização e por condições descentes de trabalho e de atendimento à população.