Saúde

27 de Fevereiro de 2019 - 15:02

Trabalhadores do HSPM e SAMU lotam audiência da Saúde na Câmara

O Sindsep e os servidores e servidoras da saúde lotaram o Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo, na manhã desta quarta-feira, 27 de fevereiro, para acompanhar a audiência pública da Comissão de Saúde.

 

Os trabalhadores do HSPM tinham como reivindicação a reforma do serviço de nutrição e dietética do Hospital, pois em 2017, Sindsep e trabalhadores estiveram na Câmara, lutando por essa pauta e conseguiram a realocação junto ao TCM, de 3 milhões para o HSPM. No entanto essa verba não veio, não chegou até o Hospital e a gestão também não se empenhou em correr atrás dessa verba.

 

Então os trabalhadores estão novamente lutando por essa verba, para poder reformar o serviço de nutrição do hospital que teve sua última grande reforma há 20 anos. Segundo a diretora do Sindsep Flavia Anunciação, o piso tem 20 anos, o maquinário tem 20 anos, o que torna o local extremamente insalubre. É o local com maior número de trabalhadores readaptados e maior número de acidente de trabalho. “A luta dos trabalhadores do HSPM é para conseguir a reforma neste local” finalizou Flávia.

 

Os trabalhadores do SAMU estiveram na audiência para lutar pelos seus direitos, pois estão sofrendo com a descentralização de suas equipes assistenciais, sendo entulhados (alocados) em locais insalubre e sem estrrutura para recebê-los. Conforme publicação no Diário Oficial da cidade, no dia 23 de fevereiro e que diminuirá a cobertura do SAMU, o que irá prejudicar a população e os trabalhadores.

 

Por isso, eles estiveram presentes na audiência para denunciar aos vereadores e a população os ataques que estão sofrendo e para apresentar sua pauta de reivindicação. Sendo que o primeiro ponto de pauta foi a publicação do Diário oficial sobre a descentralização.

 

Segundo Lourdes Estevão, diretora responsável pela pasta da Saúde do Sindsep, “quando falta água para o trabalhador, para um ser humano, isso significa que estamos chegando ao fundo do poço. Quando falta água, não se demonstra nenhum respeito, nenhuma consideração com o trabalhador.”

 

Para a diretora Flávia, faltar água, a gente não deixa faltar nem para um cachorro, sempre temos o cuidado de ver se a vasilha dele está cheia. Hoje temos trabalhadores do SAMU trabalhando em locais que não tem água. Os trabalhadores precisam tirar do bolso deles para comprar água se quiserem matar a sua sede. Isso é um absurdo, finalizou Flávia.

 

Além da questão da água os trabalhadores do SAMU estavam na audiência para reivindicar o não fechamento de bases em pontos estratégicos da cidade onde o serviço é essencial a população, o que irá aumentar inaceitavelmente o tempo de resposta aos chamados e a desatenção à população paulistana.

 

E o não realocamento de equipes do SAMU para locais sem estrutura (sem água potável, com banheiros unissex, sem chuveiros, sem refeitórios, sem armários para toda a equipe, etc,.) Como também em condições penosas e insalubres (ao lado de depósito de equipamentos hospitalares quebrados, ao lado de banheiros públicos, em corredores de unidades de saúde, etc,.)

 

Confira o texto sobre o SAMU entregue para o secretário de Saúde e vereadores da Comissão