Saúde

08 de Abril de 2019 - 17:04

Trabalhadores do SAMU decidem pela paralisação

Os trabalhadores do SAMU se reuniram na tarde desta segunda-feira, 8 de abril, com o Sindsep para uma nova assembleia para debater as propostas apresentadas pelo governo na Mesa de Negociação da SMS, que ocorreu na parte da manhã, na Secretaria Municipal de Saúde.

 

O governo apresentou a seguinte proposta para o Sindsep, Sindicato dos Enfermeiros e a comissão de trabalhadores que participaram da mesa:  

 

  • Constituir comissão paritária de acompanhamento para, no prazo de 40 dias monitorar a implantação das mudanças no SAMU, nos pontos novos de apoio integrado;
  • A comissão paritária será constituída por representantes do Sindsep, SEESP, do Simesp, da coordenação do SAMU, por representantes do COREN, representantes das Coordenadorias Regionais da Saúde e da SMS/G;
  • Caberá a esta comissão visitar as novas bases, indicando aquelas que, por ventura, possam estar em não conformidade com diretrizes regulatórias da própria Secretaria e/ou do Ministério da Saúde. Caberá à SMS, quando couber, propor soluções para os problemas eventualmente existentes;
  • No período assinalado, ficará permitido, em caráter excepcional, o regime de plantão de 24 horas consecutivas para equipes SIV (Suporte Intermediário de Vida) e SAV (Suporte Avançado de Vida);
  • A coordenação do SAMU publicará, no prazo de 10 dias nova escala de plantão, considerando o disposto no item anterior, de acordo com o termo de opção individual a ser encaminhado posteriormente, no qual deverá estar indicado o cumprimento das seis horas restantes da jornada de trabalho;
  • Em 15 dias, a Comissão levantará e apresentará os casos individuais em que tenham ocorrido prejuízos ao trabalhador, para avaliação e eventual solução pela SMS.

A Secretária Municipal de Saúde, na proposta, diz que só cumprira o acordo, se houver suspensão de qualquer movimento de greve ou paralisação, ainda que parcial, dos serviços do SAMU.

 

Os trabalhadores presentes, rejeitaram a proposta do governo e mantiveram a paralisação de 48 horas, que se iniciará, às 7 horas da manhã, desta terça-feira, 9 de abril. Os trabalhadores samuzeiros rejeitaram tal proposta por entenderem que esta não atende as questões primordiais, envolvidas na desestruturação do SAMU, como o retorno das equipes assistenciais as bases modulares, que possuem boa estrutura e boa localização para um atendimento ágil e de qualidade à população paulistana.

 

Não obstante, os trabalhadores do SAMU e o Sindsep-SP se colocam à disposição para novas rodadas de negociação, com a Prefeitura Municipal de São Paulo, para acertarmos as condições assistenciais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de São Paulo.